• Pamella de Andrade Ferreira

Jardins medicinais: cultivando saúde e bem-estar

Atualizado: 19 de mar.



Não é possível falar de saúde no seu conceito amplo sem olharmos através de uma perspectiva ecológica. Sem pensarmos sobre como nos relacionamos com o mundo e como as formas de relação interferem diretamente no nosso estado de saúde e bem-estar.


O acesso seguro às fontes naturais de vida e fatores como a qualidade da alimentação, movimentação, respiração, repouso, estimulação mental e elaboração emocional são essenciais para a manutenção da nossa saúde e, consequentemente, para a prevenção de doenças.


E o que o paisagismo tem a ver com isso? Tudo!


Ao unir a visão harmônica e estética do paisagismo com os princípios de uma agricultura sustentável é possível criar espaços biodiversos, que estimulem o contato e o cuidado com a natureza, e que contribuam direta ou indiretamente com todos esses determinantes de saúde.


Para a construção desses espaços terapêuticos podemos utilizar várias estratégias de projeto, como:


I. Técnicas de cuidado orgânico do solo.


Como dito por Ana Primavesi: “Solo sadio, planta sadia, ser humano sadio”¹.

Tudo começa e termina no solo. Um solo decadente está condicionado a gerar plantas deficientes com baixo valor biológico e nutricional, o que afeta diretamente a qualidade da alimentação e a saúde daqueles que as consomem. Por isso, técnicas de cultivo que trabalhem a recuperação, a agregação e a proteção do solo são essenciais para construirmos ambientes sustentáveis, que nos permitam viver de forma mais saudável.



II. Inclusão de espécies alimentícias e medicinais


Imagina ter um jardim bonito e também produtivo e funcional?

Integrar espécies alimentícias e medicinais nos projetos paisagísticos é uma forma de nos aproximarmos da natureza para além da contemplação, propiciando alimentos, temperos e plantas medicinais, que ao serem consumidas beneficiam diretamente a saúde, além de possibilitar uma maior interação com o espaço, através de atividades construtivas e relaxantes que geram bem-estar.


III. Uso de cores e outros elementos sensoriais


A interação da paisagem com o ser humano se dá além da contemplação visual. Ao utilizar uma composição de cores, aromas, texturas e sons podemos estimular todos os sentidos, despertando diferentes emoções, sensações e sentimentos naqueles que ali se encontram.


Com estratégias assim, o jardim se torna um espaço terapêutico: um lugar interativo e dinâmico, que pode propiciar múltiplos cuidados à saúde através da potente integração ser humano-natureza.



¹Primavesi, Ana. Manual do solo vivo: solo sadio, planta sadia, ser humano sadio. 2ª ed.,Editora Expressão popular, 2016.

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